Produzido pela amiga-fundamental Marcella Linhares, o cantor e compositor Rodrigo Maranhão leva esta noite ao Circo Voador o repertório do excelente disco de estréia, 'Bordado' (selo MP,B), que roda sempre na vitrola digital daqui de casa. E como uma coisa puxa outra, o músico ganhou uma belíssima capa do Segundo Caderno: 'Revelação de cabelos brancos', com texto de Mauro Ventura.
Para festejar todas estas conquistas do rapaz, vencedor de dois recentes Prêmios TIM, este blog sorteia um exemplar de 'Bordado', recheado de canções, entre elas "Interior",
"Todo dia" e "Milonga". Para entrar na disputa, basta escrever uma frase caprichada com a palavra bordado e enviar para: laranjaeacordovestidodela@gmail.com
11 de julho de 2008
Concorra a um álbum do Rodrigo Maranhão!
9 de julho de 2008
Aula de desenho
Estou lá onde me invento e me faço:
De giz é meu traço. De aço, o papel.
Esboço uma face a régua e compasso:
É falsa. Desfaço o que fiz.
Retraço o retrato. Evoco o abstrato.
Faço da sombra minha raiz.
Farta de mim, afasto-me
e constato: na arte ou na vida,
em carne, osso, lápis ou giz
onde estou não é sempre
e o que sou é por um triz.
* Poema de Maria Esther Maciel *
8 de julho de 2008
Inês Pedrosa e Pepetela juntos na Argumento
Ficou super em cima, mas vale avisar aos amigos: os escritores Inês Pedrosa e Pepetela conversam esta noite, a partir das 19h, com o público da Argumento, no Leblon. O evento faz parte da série 'Prosa nas Livrarias', promovida pelo Globo.
Da autora portuguesa, devorei o emocionante 'Nas tuas mãos'. E ainda desconheço a obra do angolano. Quer saber um pouquinho sobre cada um? Leia, a seguir, trechos biográficos, retirados do site da Festa Literária Internacional de Paraty:
Inês Pedrosa (1962, Coimbra) é escritora e jornalista. Foi tradutora, diretora da revista Marie Claire de Portugal entre 1993 e 1996, e atualmente é colunista do semanal Expresso, um dos maiores jornais portugueses. Feminista, já se manifestou a favor do direito ao aborto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo, além de ter sido porta-voz oficial da candidatura à presidência do socialista Manuel Alegre em 2005. No mesmo ano, Inês escreveu sua primeira peça de teatro,
'Duas mulheres e uma cadela', baseada em textos de dois de seus livros, 'Nas tuas mãos' - de 1997, vencedor do Prêmio Máximo de Literatura de Portugal - e 'Fica comigo esta noite', de 2003. Seu romance mais recente se chama 'A eternidade e o desejo', lançado este ano.
Pepetela (1941, Benguela, Angola), nascido Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos, é o mais jovem escritor a receber o Prêmio Camões, condecoração máxima da literatura de língua portuguesa. Famoso pela militância política, o sociólogo, escritor e professor foi guerrilheiro, representante do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e vice-ministro da Educação em 1975, ano da Independência do país. Sua obra, central para a compreensão da literatura em língua portuguesa produzida fora do Brasil, constitui uma profunda análise do país a partir da temática da formação da nação, e inclui livros como 'Mayombe' (1980), 'A geração da utopia' (1992) e 'Parábola do cágado velho' (1997). Seus livros mais recentes são 'Predadores' (2005) e 'O quase fim do mundo' (2008).
* Fotos de divulgação *
6 de julho de 2008
Mudanças por dentro, por fora e na web
Cantores mudam de nome; alfaiates, de profissão. Conheço quem muda uma vez por ano de apartamento, de namorada, de emprego. Cabelo a gente muda em minutos. Peso, só com alguma ginástica. Computador, basta um punhado de dinheiro. O dinheiro muda tudo: de guarda-roupa ao círculo de amigos, para o bem e para o mal. As leis do design mudam conceitos, marcas e tendências mundiais. Um imprevisto pode mudar a agenda do dia e um gesto quase imperceptível talvez mude em grandes proporções o que vai no coração.
Depois de tantas recentes mudanças por dentro e por fora, resolvi mudar também na web. E este blog entra no sexto mês com o lay out minimamente reformulado. Às vezes, pequenos movimentos nos trazem o conforto de saber que, se não somos os melhores, somos, ao menos, únicos. E obrigada por estar aqui agora, compartilhando comigo idéias, cenas, fragrâncias e tudo o mais que compõe este 'Laranja é a cor do vestido dela'!
* Foto de Monica Ramalho *
5 de julho de 2008
LiberTango lança álbum mui apaixonante
‘Cierra tus ojos y escucha’ (Delira Música) é o segundo álbum do LiberTango, que há doze anos pesquisa e reinventa a obra do bandoneonista e compositor argentino Astor Piazzolla. Os shows de lançamento do disco estão agendados para os dias 11, 12 e 13 de julho, às 20h, na Sala Baden Powell. O violinista Nicolas Krassik e o baixista André Santos são convidados especiais de toda a mini-temporada em Copacabana. Ambos gravaram o disco, mais o também baixista Bruno Migliari. Além de batizar o grupo, Libertango é o nome de uma das peças mais célebres de Piazzolla, interpretada pelos maiores músicos do mundo.
Formado pela pianista argentina Estela Caldi, pelo saxofonista e flautista Alexandre Caldi, pelo acordeonista e pianista Marcelo Caldi e pelo cantor Marcelo Rodolfo, o grupo começou meio de brincadeira, que foi ficando séria e resultou no álbum de estréia, ‘A música de Astor Piazzolla’ (Delira, 2005). “O primeiro disco foi uma imposição da Estela”, diz o vocalista, às gargalhadas. Para a nova bolacha, eles precisavam de outras canções. “Foi quando resolvemos nos aprofundar na criação dele e fazer um trabalho mais camerístico, valorizando os timbres do quarteto”, explica Marcelo Caldi. “Este segundo possui mais níveis de compreensão, o que faz com que ele seja também mais sofisticado”, pontua Alexandre.
Quatro temas foram preparados para este álbum: “Siempre se Vuelve a Buenos Aires” (com letra de Eladia Blazquez), “Alguien le dice al Tango” (parceria com o escritor Jorge Luis Borges), “La Muerte del Ángel” e “Invierno Porteño”. As outras composições – como “El Gordo Triste” (letra de Horacio Ferrer e música de Astor, feita em homenagem a Anibal Troilo), “Escolaso” e “Jacinto Chiclana” (versos de Borges) – já vinham sendo tocadas nos shows do LiberTango pelo Brasil afora. Outra que já fazia parte do repertório é “Le Grand Tango”, escrita originalmente para violoncelo e piano, e transcrita por Estela para sax barítono, acordeão e piano. No disco, a gravação se estende por onze minutos e assume um caráter erudito. “Embora sejam originais, os arranjos preservam a personalidade musical do Piazzola. Eles têm a cara do grupo, mas sem pretensão de modificar a idéia do autor”, defende o acordeonista.
Para os integrantes do LiberTango, o sangue de Piazzolla era portenho, apesar de ele ter nascido em Mar del Plata. “As melhores coisas cantadas dele têm uma relação muito forte com a cidade. O portenho, quando sofre, é muito diferente do brasileiro. O brasileiro sofre, chora e faz um estardalhaço. O portenho sofre, chora e implode. Essa dor que não quer calar nunca, mas que também não grita nunca”, compara Rodolfo. Sobre as semelhanças entre as duas culturas, ele cita a faixa “Chiquilín de Bachín” (letra de Ferrer) que fala do menino de rua e, por isso, poderia ter sido feita no Rio de Janeiro ou em São Paulo.
A entrevista para fazer este release acaba virando um encontro de apaixonados pelo tango argentino, com direito a taças de vinho de Mendoza, grandes sucessos na vitrola e conversas em torno da vida íntima do compositor. A obviedade da pergunta é perdoada pela riqueza das respostas: ‘Por que gravar Piazzolla?’, quero saber. Para Marcelo Rodolfo, “a linguagem de Piazzolla é moderna e ousada. Antes dele, o tango já fazia sucesso internacionalmente, mas Astor chega com um instrumental forte e arrojado, com espaço para improvisação que é quase inexistente no tango tradicional. A mistura acaba dando uma cara mais universal ao gênero, que soa sempre atual".
Já Estela, radicada no Brasil há 39 anos, se emociona ao afirmar que “tudo o que diz respeito à cultura do meu país me move, e, apesar de nunca ter estado com o grande bandoneonista, tenho primos que eram seus amigos próximos. A música de Piazzolla sempre se sobressai porque é grandiosa”. E Alexandre acrescenta: “Todos nós conseguimos nos ver nesta música de alguma forma. Para mim tem a ver também com a formação erudita dele, a polifonia hiperdesenvolvida. Coloco o Piazzolla na linha de Bach, entre o clássico e o popular”. Neste ‘Cierra tus ojos y escucha’ - faixa-título belíssima! - há música tocada apenas por sax e voz; outra, só por piano a quatro mãos e, ainda, por sexteto. É a reinvenção, de fato, criativa.
* Reprodução da capa *
4 de julho de 2008
Meus 32 anos com desconto

Há exatamente uma semana, estávamos às voltas com a produção da farra pela chegada dos meus 32 anos. Farofa, a prima que adooooora cozinhar, mandou pela mamãe a lista de ingredientes, Val calculou a quantidade de cervejas e refrigerantes que a família Ramalho e alguns dos melhores amigos detonariam e eu lembrei que toda festa de aniversário - mesmo um festival de pizza intimíssimo - exige um bolo! E saímos atrás do quitute. Fomos à Chaika, mas as tortas que eu babava custavam quase 90 reais. Meio caro só pra cantar parabéns, né? Por esse preço, só se vier com dinheiro dentro! (risos). Achei o que queria - essas maravilhas de chocolate com marshmellow que você começa a comer com os olhos - na padaria ao lado pela metade do preço. Já no caixa, toda animada, e o Dani me solta essa pérola, com um ar sério que as gargalhadas foram gerais:
- Tem desconto pra aniversariante?
(Foto: Getty Images)
2 de julho de 2008
O que fizeram com a poesia do Incrível Hulk?
Como diz a amiga Paula Thiesen, "o Rio de Janeiro é uma grande favela", mas mostrar a cidade apenas como um cenário abarrotado de casebres de tijolos e zinco é de lascar. Ah, e por favor, quem recolheu aquele bando de peruanos da Estação Carioca para fazer figuração no Largo das Neves, fingindo estarem todos sorridentes e vendendo badulaques no México?
Foi o Daniel quem nos levou para assistir ao filme, e, é claro que rimos muito em diversas cenas e torcemos para o mocinho ficar com a mocinha no final. Deixei o cinema com vontade de jogar carros e edifícios pelos ares, ansiando pela cura do cientista solitário, cujo único antagonista até esta película de Leterrier era a verde radiação selvagem.
(Foto: divulgação de Lou Ferrigno e Bill Bixby caracterizados)
