9 de julho de 2008

Aula de desenho

Estou lá onde me invento e me faço:
De giz é meu traço. De aço, o papel.
Esboço uma face a régua e compasso:
É falsa. Desfaço o que fiz.
Retraço o retrato. Evoco o abstrato.
Faço da sombra minha raiz.
Farta de mim, afasto-me
e constato: na arte ou na vida,
em carne, osso, lápis ou giz
onde estou não é sempre
e o que sou é por um triz.

* Poema de Maria Esther Maciel *

5 comentários:

paul constantinides disse...

ok

Cecília Borges disse...

Linda poesia.
E por aqui tudo anda sempre bem bonito! O template ficou uma graça!
Bj!

monica disse...

paul! que comentário mais burocrático é esse! hahahahahaha ok, paul! ok! :))

cee: queria tanto ir no cep amanhã, mas tem estréia do libertango, que tô divulgando, e também já combinamos de ver origo maranhão no circo. enfim... val vai te mandar um mail-convite. beijo!

Marcelo Moutinho disse...

Lindo poema. Maria Esther é uma amiga querida. Ela escreve prosa tbm. Uma dica: "O livro de Zenóbia"

paul constantinides disse...

monica
a pressa do momento, as vezes, nos faz parecer burocraticos.

mas estamos ai menina.