
Para quem ainda não sentiu o coração bater mais forte com o som do LiberTango, a boa desta quinta, dia 19, às 18h30, será o show grátis que o quarteto vai fazer no Centro Cultural IBEU (Av. Nossa Senhora de Copacabana, 690, no 11º andar), em Copacabana. Em vias de arremessar nas lojas o segundo álbum, 'Cierra tus ojos Y escucha', eles prometem misturar as novidades com faixas do ótimo disco de estréia, 'A música de Astor Piazzolla'.
(Foto: Clara Grivicichi)
18 de junho de 2008
LiberTango de graça em Copacabana
17 de junho de 2008
'Clima de bar' desnuda cotidiano de Santa

Essa é uma boa pedida para os adoradores dos bares de Santa Teresa: 'Clima de bar' traz imagens de 45 fotógrafos sobre o cotidiano dos endereços mais conhecidos do bairro, uma espécie de Montmartre carioca. Em cartaz no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo (Rua Monte Alegre, 306), a expo vai até 9 de agosto. Com vocês, estes dois belos aperitivos para abrir os trabalhos.
16 de junho de 2008
O hit do apê novo

É bem melhor escrever daqui, já devidamente acomodada na casa nova. A vida recomeça exausta de tanto carregar livros, discos, revistas, quadros, louças, malas, lembranças de, brinquedos - sim, os da minha infância - e outros tantos pertences menos charmosos e, na certa, mais pesados. Foi um exercício de desapego encaminhar à lixeira incontáveis recortes de jornal, fitas cassete, aquela almofada surrada que pertencia à melhor amiga, o par de tênis tão gasto que incomoda os pés, o suporte para tevê nunca usado. Mas é isso aí. E eu gosto de mudanças e não posso reclamar. Até porque o apê é liiiindo!
"Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias, gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim"
(Verso de Herbert Vianna e foto de Reg Speller)
12 de junho de 2008
O negro olhado com seriedade na Gamboa

Comecei um curso ontem à noite que vai dar o que falar neste blog e nas rodas de chope daqui pra frente: 'O Refluxo da Diáspora: A saga dos libertos no Brasil que voltaram para a África no século XIX', ministrado pelo antropólogo, pesquisador, jornalista e fotógrafo Milton Guran. Já na aula inaugural, o professor desfiou um rosário de histórias dos africanos escravizados que, uma vez libertos, retornaram ao Continente Negro e compactuaram com os traficantes de escravos para se reinserir socialmente. Tudo narrado de forma envolvente e, arrisco dizer, inesquecível. Creio que vou aprender bastante nestas sete aulas com o Guran.
O próximo curso será com Leonardo Sá sobre os 'Aspectos da cultura negro-americana na música brasileira' e haverá, ainda, outros voltados à temática negra no mesmo endereço. Ao pensar neste calendário acadêmico, a Prefeitura do Rio juntou esforços para revelar a importância do negro como patrono da cultura e identidade brasileiras.
Interessados devem procurar o Centro Cultural José Bonifácio, que fica na Rua Pedro Ernesto, 80, na Gamboa, e funciona de segunda a sexta, das 10h às 18h. Informações pelo telefone (21) 2233.7754.
(Foto: Milton Guran)
10 de junho de 2008
Carol Saboya reúne inéditas de Mário Sève

Nasce mais uma ensolarada parceria na Música Popular Brasileira! Em 26 de junho, às 21h30, Carol Saboya e Mário Sève se apresentarão juntos pela primeira vez. A cantora subirá ao palco do Mistura Fina (Rua Rainha Elizabeth, 769, em Ipanema) para interpretar a obra do compositor, que tocará sax e flauta no espetáculo. Acompanhados por Gabriel Gezsti no piano e no acordeão, Dôdo Ferreira no baixo e Cassius Teperson na bateria, os dois passearão por um repertório inédito, dos mais variados gêneros brasileiros, como o samba 'Águas passadas' (co-assinada por Chico César), a capoeira 'Arraia miúda', o maracatu 'Feito à mão', o choro 'Finais possíveis' (as três com letra de Mauro Aguiar) e a marcha 'Um segredo' (de Sève e Guile Wisnik).
Na praça carioca, ele é (re) conhecido como saxofonista e flautista de Paulinho da Viola e dos quintetos Nó em Pingo D´Água e Aquarela Carioca (dos quais também é fundador) e, mais recentemente, como diretor artístico do Centro Municipal de Referência da Música Carioca. Em cidades como Minas Gerais e São Paulo, o nome de Mário Sève circula por outro ofício: o de compositor. Parceiro dos novos Guile Wisnik, Suely Mesquita e Makely Ka, e dos veteranos Paulinho da Viola, Sergio Natureza, Chico César e Pedro Luís, entre alguns outros, Sève já contabiliza uma obra de cerca de 60 músicas dos mais variados gêneros.
O rumo deste enredo seria outro sem a entrada de Carol Saboya em cena. Cantora de gosto refinado e interpretação leve e precisa, a filha de Antonio Adolfo se apaixonou de verdade pelo cancioneiro de Mário Sève no show de lançamento do elogiado álbum autoral 'Casa de todo mundo', em 2007. "Saí do show feliz da vida, com as minhas filhas cantarolando as músicas no carro. Que coisa boa! Fiquei apaixonada pelo repertório e bateu a maior vontade de reunir todas aquelas composições num disco", resume Carol - que, a convite de Mário, participou deste espetáculo cantando 'Imaginária' (letrada por Suely Mesquita).
'Imaginária' foi interpretada pela própria Carol no Festival da Música Brasileira (TV Globo), em 2000. Foi nos bastidores do evento, realizado em São Paulo, onde Mário Sève conheceu e iniciou uma criativa parceria com Guile Wisnik, gerando participações no Festival da Cultura e no Prêmio Visa - Compositores. Após 15 anos de carreira como músico, Sève revela que tem gostado tanto de ouvir outros artistas interpretarem suas músicas, quanto de tocar. "Me inspiro muito no período que convivi com a parceria de Cacaso e Nelson Ângelo", diz Sève. Para Carol, o passar dos anos foi um grande aliado musical: "O tempo me ajudou a interpretar mais as letras. E hoje consigo juntar a sofisticação com o sentido da letra", resume a cantora.
Faz quase seis meses que a dupla está trabalhando com afinco na escolha do repertório que vai render este primeiro show e, ainda este ano, um álbum (as gravações já começaram e até agora, sairá de forma independente). "Estamos com a mão totalmente na massa: Ouvindo tudo, apurando o que fica bom na voz da Carol e eu sigo compondo novas, entusiasmado pelo interesse dela pelas minhas músicas", conta Sève. "O show no Mistura Fina vai ser ótimo para experimentar a reação do público", anima-se Carol, avisando que haverá surpresas instrumentais para os admiradores dos sopros de Mário Sève.
(Foto: Claudia Elias)
8 de junho de 2008
Conselho de Rilke e Ogata

Em junho de 1995 eu já havia prestado vestibular para Comunicação na Facha. Devorava livros, amava cinema e me divertia com comerciais na televisão. Havia sete meses que segurava o diploma da Etec de técnica em publicidade e, enfim, vivia naquele limbo entre o doloroso fim da adolescência e o início movediço da vida adulta - a certeza de que cresci mesmo bateu recentemente, já na faixa dos 30...
O fato é que ganhei de presente do Ogata, um rapaz muito bacana que conheci num ponto de ônibus na Gávea, um livro doce, doce: 'Cartas a um jovem poeta', de Rainer Maria Rilke. Ogata trabalhava numa livraria em Botafogo e se encantava com o meu interesse por todos os assuntos que ele dominava tão bem, entre eles, literatura. E foi neste livro, recebido no dia dos meus 19 anos, que grifei este trecho, compartilhado com você agora:
"Procure entrar em si mesmo. Investigue o motivo que o manda escrever; examine se estende suas raízes pelos recantos mais profundos de sua alma; confesse a si mesmo: morreria, se lhe fosse vedado escrever? Isto acima de tudo: pergunte a si mesmo na hora mais tranqüila de sua noite: 'Sou mesmo forçado a escrever?'. Escave dentro de si uma resposta profunda. Se for afirmativa, se puder contestar àquela pergunta severa por um forte e simples 'sou', então construa a sua vida de acordo com esta necessidade".
E pensar, tantos anos depois, o quanto este simples conselho de Rilke e Ogata foi fundamental para minhas escolhas! :)
(Texto de Rainer Maria Rilke e foto de Monica Ramalho)
3 de junho de 2008
Uma frestinha na janela

Criar um blog é abrir uma frestinha na janela da rotina para o vento entrar e sair, entrar e sair, entrar e sair como respiração. Difícil só tocar em assuntos que correm por fora. Impossível não largar o coração sobre o post vezinquando. De quinta para cá, todos os sentimentos: susto pelos ratos visitando a cozinha azul, êxtase pela música do sax-flautista Alexandre Caldi, tristeza pela morte do pai de 70 anos, proximidade da família (incluindo a primeira conversa com uma meia-irmã paterna no funeral), alegria pelo canto da portuguesa Teresa Salgueiro, cuidado com a mãe a descobrir-se viúva do amor da vida inteira, esforço para concentrar nos trabalhos, entusiasmo pela mudança de apê - tábua de passar nova, edredom novo e as Laranjeiras de sempre.
A prosa vai ser longa... Aceita um cafezinho ou que tal uma voltinha na praia?
(Foto: Praia de Ipanema por Monica Ramalho)