10 de fevereiro de 2008

Redondo



Frase ouvida nos arredores da roda-gigante do Forte de Copacabana, que pertence à Skol, e publicada na Revista, do Globo, deste domingo:

"R$ 30 pra dar três voltas na roda-gigante da cervejaria? Com R$ 30, eu compro uma caixa de cerveja e vejo tudo rodando por muito mais tempo!".

(Foto de Leandro Meireles Pinto, do site Sampaist)

Da série 'livros de toda a vida'



Trouxe para casa emprestada aquela edição azul, clássica, do livro ‘Fernão Capelo Gaivota’, de Richard Bach. É da única prateleira de livros da casa da Tia Leci, a mesma que visitei com curiosidade na adolescência – lembro de um boneco do Snoopy originalíssimo, de 1958, que enfeitava o móvel. E como até hoje identifico fácil meus momentos de gaivota que passa dias inteiros cometendo seus vôos rasantes à despeito da espécie, aqui vai para você o trecho de abertura desta bela história:

“Era de manhã e o novo sol cintilava nas rugas de um mar calmo.

A dois quilômetros da costa, um barco de pesca acariciava a água. Subitamente, os gritos do Bando da Alimentação relampejaram no ar e despertaram um bando de mil gaivotas, que se lançou precipitadamente na luta pelos pedacinhos de comida. Amanhecia um novo dia de trabalho.

Mas lá ao fundo, sozinho, longe do barco e da costa, Fernão Capelo Gaivota treinava”.

9 de fevereiro de 2008

Fotografe o seu cinema



A Revista Moviola criou uma óóótima campanha: 'Fotografe o seu cinema antes que ele vire uma igreja'. Apesar de não haver qualquer espécie de premiação aos melhores cliques, a redação do periódico online recebeu - e publicou - mais de vinte fotos. Enviei esta que ilustra o post, do Cine Anache, de Corumbá, uma prosaica cidadezinha no pantanal matogrossense que... não tem cinema há mais de dez anos!

Vejam o álbum fotográfico completo
aqui!

8 de fevereiro de 2008

Por que as novas marchinhas não emplacam?



Bacaníssimo o passeio que a jornalista Helena Aragão faz pelas marchinhas de carnaval de todos os tempos. Diz ela: "Você coloca sua roupa de pirata e vai para a rua. Encontra hordas de colombinas, diabos, freiras, palhaços e homens vestidos de mulher. Aí, atravessa o deserto do Saara, consola a jardineira, dá uma zoada na cabeleira do Zezé, fala mal da Aurora (essa fingida!) e celebra a mulata bossa nova, que caiu... no hully gully!? Peraí, esta cena é do carnaval de 2008 ou dos anos 70 (ou 60)? Pode ser de todos. Os blocos do carnaval de rua do Rio de Janeiro estão em lua de mel com a cidade. Crescem em tamanho e quantidade, atraem foliões cada vez mais animados e criativos em suas fantasias. Mas as marchinhas... continuam as mesmas. Claro que, para quem gosta (como eu!), são ótimas, geram uma catarse coletiva de vozes e gritos. Mas quando chega a terça-feira de carnaval, não sei vocês, mas já quero que o Zezé fique careca e que a Aurora se exploda. Será possível que o povo não tem outras marchinhas para cantar?"

Será? Leia, na íntegra, no Overmundo
!

6 de fevereiro de 2008

Madureira em festa



Durante a minha infância suburbana, Madureira foi sinônimo de compras em lojinhas de beira de rua e cineminhas poeira, daqueles bem desconfortáveis. Desconfortável mesmo era o calor das ruas lotadas, sobretudo nas vésperas de natal e ano novo. Mas era o nosso shopping center, meu e da minha mãe, que me ensinou a amar o azul-e-branco da sua escola do coração. E foi em Madureira onde, em 1985 (e, portanto, aos 13 anos), assisti ao primeiro filme para maiores de 16: 'Ópera do malandro', do Ruy Guerra. Portela desfilou sob os ecos de 'é campeã' berrados no carnaval anterior, quando mostrou na passarela do samba as maravilhas dos 'Contos de areia' .

Há alguns anos não piso no bairro. Por falta de razões mesmo. A minha vida começou a ser transferida para a zona sul em 1995, quando entrei para a faculdade. Naquele ano, a Portela abocanhou o vice-campeonato com o enredo 'Gosto que me enrosco'. Três carnavais depois, ficou em 4º lugar com o enredo 'Os olhos da noite'. E, desde então, amargou uma década de más colocações que não rimavam com seus 21 títulos conquistados, o maior de todas as escolas de samba até hoje.

Quem leu este post até aqui e não sabe quem venceu o carnaval deste ano, pode até pensar que foi a escola de João Nogueira, Monarco, Paulinho da Viola e outros bambas, mas não. Ainda não. Quem sabe em 2009?


Leia também: Portela é considerada a melhor do carnaval pelos leitores do Globo Online


(Foto da saia da baiana: Monica Ramalho)

4 de fevereiro de 2008

Puede matar



Um casal brasileiro que mora em Barcelona veio passar os dias de Carnaval aqui entre amigos, abastecido de tabaco. Meus olhinhos brilharam quando vi a moça sacar este maço, com os interessantes dizeres 'Fumar puede matar' competindo com a própria logomarca do Lucky Strike (adoro este design!). Junto com as garrafas de cervejas que matamos juntos, ela deu conta direitinho de todo o conteúdo do box, que, finda a noite, ganhei de presente.

Dizia a Mariana: 'O cara pode fumar a vida inteira e morrer caindo de uma alegoria na Sapucaí. Morre-se de tantas causas, não é verdade?'. É verdade.

1 de fevereiro de 2008

A múltipla 'coisa só' de Quito Ribeiro



Estava curiosa para ouvir a música de Quito Ribeiro - já conhecia uma ou duas canções na voz de Jussara Silveira - desde o lançamento de 'Uma coisa só' (Estúdio 304), por volta de agosto último. Bem, ontem de manhã abri o jornal e vi uma chamada para o show que o cantor e compositor baiano faria à noite no Oi Futuro, encerrando a 15ª edição do festival Humaitá Pra Peixe. Oba!

Uma sala com almofadões vermelhos me recebeu para ouvir a criação de Quito - que vai muito além da sonoridade ancestral das ladeiras de Salvador e do caldeirão musical do Rio de Janeiro, onde mora há mais de uma década, abocanhando também um pouco do Recife de Chico Science e da Cuba dos Buena Vista.

Gostei muitíssimo das composições, como Artificial e Santinha e da banda, estelar - atenção redobrada para o baixista Pedro Sá e para o baterista Marcelo Callado. Quito desafinou um pouco, mas valeu pelo conjunto da obra.

Ouça: http://www.myspace.com/quitoribeiro