12 de dezembro de 2008

Garganta Profunda canta hoje no Mistura Fina

Vem aí mais um show de lançamento do novo disco do Garganta Profunda. As músicas de 'Quando a esquina bifurca' (Rob Digital) serão interpretadas pelo grupo vocal nesta sexta, 12, às 21h30, no Mistura Fina, com ingressos a R$ 30. No roteiro, "Motivo pra Sorrir", samba de roda de Nilze Carvalho e Fabiano Salek; "A Hora dos Fogos", bolero de Thiago Amud e Maurício Detoni; e "Nem Parecia", baião de Marcelo Caldi e Edu Krieger) mais "Sonho" (Rodrigo Maranhão), "Seu Rosto" (Edu Krieger), "O Contador de Estórias" (Edu Kneip) e "Sopro do Vento" (PC Castilho e Carmélio Dias), entre outras.

Este é o primeiro álbum do quinteto a trazer um repertório totalmente inédito. O trabalho impôs ao grupo o desafio de se reinventar para, assim, enaltecer a atual MPB. Criado em 1985 pelo renomado maestro Marcos Leite, o Garganta Profunda é reconhecido por inovar o canto vocal brasileiro e unir no palco qualidade e ousadia. E agora, com 23 anos de estrada, ouve-se a mesma qualidade nas vozes de seus atuais integrantes: as veteranas Katia Lemos (mezzo-soprano) e Regina Lucatto (contralto), mais Fabiano Salek (percussionista e tenor), Marcelo Caldi (pianista, tenor e diretor musical) e Maurício Detoni (barítono).

* Foto de Lucíola Villela *

10 de dezembro de 2008

Cinco anos de risos e chopes com Nelson Porto

A data passou e, na correria, ambos esquecemos:
em 30 de novembro completamos cinco anos de amizade
.

Estou falando do designer Nelson Porto,
uma das pessoas mais importantes da minha vida.

Enquanto faz desenhos como essa nêga de cabelos brancos e olhos verdes, Nelson cuida de stopmotions e websites,
entre eles o super útil Lá na Lapa.
Olha o reino de Madame Satã aí, gente!

Nelson já fez tantos desenhos bacanas: Woody Allen,
Pablo Picasso e este John Coltrane fabuloso aqui de cima.

* Foto de Monica Ramalho e ilustrações de Nelson Porto *

8 de dezembro de 2008

O show da Val em quatro cliques

Val sacode a platéia com "Loucos são os outros"

Felipe Rodarte e Lula Mattos: paixões antigas da cantora

Leo Ribeiro, parceiro de "Tranqüilidade pra nós" e "paz pós pus"

O percuterista André Fioroti fazendo bonito na estréia na banda

* Fotos de Monica Ramalho *

4 de dezembro de 2008

Val Becker canta domingo no Parque das Ruínas

A logomarca da banda é uma clave de fá semelhante àquela que a moça tatuou no ombro esquerdo. Quer ver a tatoo e ouvir o som magnético e brasileiríssimo de Val Becker & Bando? Domingo, 7 de dezembro, tem: a cantora e compositora se apresenta com seu quarteto no Parque das Ruínas, em Santa Teresa, às 18h. O show é grátis e para todas as idades!

No cardápio, só autorais e por pouco tempo inéditas, entre elas a papo-cabeça “Kafka”, o reggae pueril “Trilhos infinitos”, as descontraídas “Viver”, “Minhocas e muito mais” e “Trança” (esta foi usada na trilha sonora de um comercial de celular da Sony Ericsson exibido nos cinemas do Rio de Janeiro e de São Paulo), a sacolejante “Tranqüilidade pra nós”, a psicodélica “Paz pós pus” e a deliciosamente irônica “Loucos são os outros”, que nomeará o disco de estréia da cantora.

Do samba rock ao drum'n'bass, entremeando jazz, xote, blues, soul, reggae e baião: eis uma das maneiras de falar sobre a música de Val Becker, defendida a cordas, batidas e fogo por Felipe Rodarte e Leo Ribeiro nas guitarras, Lula Mattos no baixo e André Fioroti na soma de percussão e bateria, instrumento que está ficando conhecido como percuteria.

Quem é Val Becker
Gaúcha de Porto Alegre, Val Becker compõe desde os dez anos, quando descobriu o violão do avô em cima de um armário. As primeiras músicas eram instrumentais, apesar da menina gostar de fazer verso. Aos 18 anos, com a voz mais preparada, arriscou cantar numa banda da cidade e adorou a experiência. Em 1992, Val desembarcou no Rio de Janeiro trazendo meia dúzia de roupas e, claro, o violão.

Conheceu bandas em início de carreira e músicos inspirados, entre eles Daniel Castanheira que hoje acompanha a cantora Ava (filha de Glauber) Rocha e os rapazes do Los Hermanos (Marcelo Camelo tocou pandeiro numa gravação dela), e se apresentou em lugares como Mistura Fina, Ballroom, Castelinho do Flamengo, Sérgio Porto e Planetário da Gávea. O filho Daniel nasceu em 1994. No mesmo ano, Val começou a estudar jornalismo na PUC Rio, de onde saiu em 2000 com o diploma debaixo do braço.

Val se afastou dos palcos, mas manteve a ligação com a música através das composições e da poesia, que pode ser conhecida através de blog www.valbecker.blogspot.com, criado em 2004. No ano seguinte, voltou aos ensaios e produziu novas músicas que traduzem sentimentos universais. São estas canções que você vai conhecer ao vivo domingo no Parque das Ruínas.

* Fotos de Monica Ramalho *

Paraty: mais uma repescagem fotográfica

O visual retrô do pipoqueiro que faz pose e tudo :)

Ainda vou ter uns janelões desses cá em casa

A hora da verdade: sim, eu fotografo torto! hahaha

E até a volta para casa rendeu bons cliques: ó que cena insólita

* Fotos de Monica Ramalho *

3 de dezembro de 2008

Estóica. Heróica.

Depositou entre os dedos amassados da mãe uma nota enrugada de 50 reais. O dinheiro serviria para trazer mais um pacote de fraldas. Geriátricas. O pai adoecera lentamente - há meses mal se movia sozinho. E nesta morte gradual parecia quitar as dívidas contraídas na Terra, onde viveu forte como um touro por cerca de seis décadas, quebrando empresas por burrice, esmagando cotovelos em balcão de bar, deixando faltar em casa para arcar com o deleite das amantes. Mas a brava mulher com quem este pulha casou-se havia jurado permanecer fiel na saúde e na doença. E cuidava de seu amado, já sem nenhum amor. Estóica. Heróica. Ao repousar a cabeça no travesseiro, mãe e filha se perguntavam todas as noites: 'E se fosse uma de nós?'


* Miniconto de Monica Ramalho *

2 de dezembro de 2008

MAM e Masp na rota de Vik Muniz em 2009

Vik Muniz é um dos artistas plásticos que fazem meu queixo cair. Tudo que ele cria nas telas (seja com tintas, geléias ou detritos) me encanta. Para quem não sabe, uma nota de rodapé: antes de estudar jornalismo, arrisquei um vestibular para belas artes, com foco em escultura. Passava dias inventando formas à argila que comprava na saída da escola. Sim, vivendo e aprendendo mais sobre os outros (risos).

Pois o rapaz paulistano nascido em 1961, há anos radicado em New York, desembarca no Brasil na última semana de janeiro para romper a fita da exposição 'Vik' no MAM. Após ocupar galerias no MoMA, no Miami Fine Arts Museum e na Cidade do México, a mostra chega aqui em versão ampliada: são 150 imagens, parte delas inédita.

Patrocinada pelo Bradesco Seguros, 'Vik' fica em cartaz no Rio de Janeiro até março. Em abril, salta para o Masp, em São Paulo. Vik Muniz é "o único brasileiro vivo que consta do livro '501 great artists of all time', da Penguin Books, que acabou de sair", informa Joaquim Ferreira dos Santos em sua coluna no Globo. O outro compatriota incluído na seleção gringa é Hélio Oiticica (1937-1980).

* Reprodução da Monalisa por Vik Muniz *