29 de novembro de 2008

'Chão aberto' leva Carol Saboya por nova seara

Carol Saboya enveredou pelas canções de Mário Sève e apresenta inéditas do artista no álbum 'Chão aberto'. O disco aponta para a solidez de uma carreira esculpida em anos de estrada, que lhe rendeu prêmios e viagens internacionais. A cantora lançou mão de toda essa maturidade para eleger como repertório de seu oitavo disco a obra de um compositor ainda desconhecido do grande público. O lançamento será na próxima quarta, 3, às 19h30, em show no Rival. Carol será acompanhada pelo próprio Mário Sève nas flautas, no saxofone e nos pifes mais Gabriel Gezsti no piano e no acordeão, Dôdo Ferreira no baixo e Cassius Teperson na bateria, com participação especial de Edu Krieger e Daniel Gonzaga.

"Esse é um trabalho de muitos desafios. Cada disco reflete uma paixão, um momento da vida da gente. Quis ser a primeira a gravar essas músicas lindas de um grande autor que pouca gente conhece", diz Carol, apostando na vontade do público de escutar novidades. "Começamos a trabalhar juntos em janeiro e queríamos lançar o álbum ainda este ano. A obra do Mário já era considerável, mas a maioria das inéditas que escolhemos para o Chão aberto foi composta justamente em 2008", situa a cantora. "Ouvimos tudo, apurando o que ficava bom na voz da Carol e eu segui compondo, entusiasmado pelo interesse dela pelas minhas músicas", explica o compositor.

Sève também assina a produção musical e 13 dos 14 arranjos, como o da faixa-título, que inclui as cordas do Quarteto Uirapuru, formação para a qual ele nunca havia escrito. No repertório, ritmos tradicionais da cultura brasileira, entre eles o samba "Águas passadas" (co-assinada por Chico César, com arranjo de Gabriel Gezsti), a capoeira "Arraia miúda", o maracatu "Feito à mão", o choro "Finais possíveis" (as três com letra de Mauro Aguiar), a marcha "Um segredo" (com Guile Wisnik, o parceiro mais constante de Mário Sève) e o tango “Canción necesaria” (com Cecilia Stanzione). o compositor foi à Argentina para gravar o bandoneon do legendário Walter Rios, maestro que já tocou com Mercedes Sosa e Goyeneche.

O disco foi gravado em algumas sessões – cerca de quatro faixas por entrada em estúdio. "E nestes meses houve muito entrosamento, fizemos vários ensaios e achamos que seria importante testar a reação do público", fala a moça. O show foi realizado no final de junho para um Mistura Fina lotado. Em retrospectiva, Carol diz, por exemplo, que foi difícil interpretar ao vivo o cordel "Draganjo", parceria de Sève e Mauro Aguiar. "Quis cantar de uma maneira nordestina e bruta mas, ao mesmo tempo, do meu jeito". O amigo Daniel Gonzaga divide os vocais com ela nesta faixa. Há outras participações solares na bolacha: Edu Krieger canta e toca violão de sete cordas na divertida "Trocando as pernas", da qual é co-autor, Lui Coimbra abraça o seu violoncelo em "O segredo" e Marco Suzano, dono de uma percussão ultra moderna, larga as digitais em sete faixas de 'Chão aberto'. É um discaço, minha gente.


* Reprodução da capa do disco *

2 comentários:

Cecília Borges disse...

ah, eu, vc e val temos que dedicar uma noite
pra tomarmos vinho, colocar papo em dia com essas ótimas sugestões como trilha sonora, mônica!
lá em casa.
quando vocês puderem!

monica disse...

sugestões de trilha sonora e vontade de beber vinho é o que nao faltam, cee ;)