25 de março de 2008

Na cadência do rock



Acostumada com violões, cavaquinhos e bandolins colados no peito, a sambista aqui admite sentir a maior agonia ao ver guitarras e baixos rebeldes na altura dos joelhos. Além disso, não entendo lhufas de inglês, o que torna todas as músicas cantadas nesta língua praticamente instrumentais (risos). Ok, queria começar o post soltando umas faíscas só para não perder o hábito. No fundo, no fundo, estou impressionada comigo desde ontem porque pela primeira vez em 31 anos me emocionei ouvindo o mais puro rock´n´roll inglês.

O que todo mundo está comentando sobre o filme 'Shine a light - The Rolling Stones', dirigido por Martin Scorsese, é que os caras nunca foram flagrados tão de perto. E eu diria que vemos mais do que as marcas do tempo impressas na pele do quarteto. Vemos a alma lúdica e musicalmente generosa de Mick Jagger, Keith Richards, Charlie Watts e Ronnie Wood num show grandioso. Enquanto observava Jagger dançando feito criança e Keith solando em êxtase nas cenas finais pensei que, na real, eles nunca se levaram muito à sério. Fazem música apenas para (se) divertir.

'Shine a light' entra em cartaz em 4 de abril. Esquente os riffs no site oficial do filme!

7 comentários:

Val Becker disse...

Realmente, não tem como sair do cinema sem achar que está saindo de um show...
Me senti assistindo de cima do palco, coldada na banda.
Cantei junto, baixinho... me segurei pra não mandar aquele 'UHU' quando o Buddy Guy soltou a primeira nota daquele vozeirão maravilhoso! E me encantei com as perfeitas voltas ao passado, em gotas de entrevistas dadas pelos caras ao longo da carreira.
Sensacional!!!
Vale prestar atenção à edição de som, que está impecável!
Show, show, show!
(até pra quem não é roqueira, né, bonita?)
E viva a vida!!!
:)))

monica disse...

bem lembrado, val: a edição de som é um esculacho. quando a câmera se aproxima da bateria, o volume aumenta, quando foca a platéia, cresce o barulho da multidão. você ouve até o clique do obturador de câmera quando é ela que está em evidência. vai ganhar o oscar :)

PAUL CONSTANTINIDES disse...

bem, nao assisti ao filme mas sendo Stones, pra quem viveu sempre com o cavaquinho na mao. eh um bom comess(c)o pra curtir um rock.

(sem cedilhas e assentos da lingua portuguesa)

e enquanto vc faz as pazes com a Marisa Monte, q realmente esta linda demais no Infinito Particular/Universo ao Meu Redor...de uma olhada pra CEHU...

abs
Paul
http://muzamusica.blogspot.com/

Henrique disse...

Oi Monica,
Para quem não gosta é curioso como você foi curtir justamente o próprio rock encarando. rs Afinal o que mais são os Stones. rs
It's only rock and rol but i like it. Esse verso do Jagger tem a ver com o fim do seu post.
Sabe que os Stones hoje já não despertam tanto meu interesse mas estou bem curioso com esse filme. E no fim das contas a direção é do mestre Scorcese.

Flavia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Flavia disse...

Serei totalmente clichê, Moniquirous:
"I know, it's only rock 'n' roll but I like it!"

Na verdade, I love it! Estou me rasgando de curiosidade pra ver o filme - ainda mais com esse desenho de som phoda que vocês falaram...

Fui ao show dos Stones em 95, no Maracanã, só pra não dizer que os caras vieram aqui e não fui vê-los... e fiquei mais-que-perfeita!!! Empolgação do início ao fim, e ainda teve a Tia Rita pra dar um brilho...

monica disse...

paul: gostei do pouco que ouvi da céu, mas acho que ainda falta um pouco de feijão com arroz ali. ela tem uma bela voz e parece estar no caminho certo :)

henrique: um brinde ao mestre scorsese! comprei outro dia o documentário que ele fez sobre o bob dylan, 'no direction home'. ainda não assisti, mas o farei em breve. aguarde comentários ;)

flavirous: invejo-te! rs rs rs